Flávio Bolsonaro lamenta morte e anuncia que vai d… Ver mais

A morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, no Norte de Florianópolis, transformou-se em um dos assuntos mais comentados do país nos últimos dias. O caso, que já havia mobilizado moradores e protetores da causa animal, voltou ao centro do debate nacional após a manifestação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar cobrou providências e reacendeu discussões sobre responsabilidade, proteção aos animais e os limites da legislação brasileira quando envolve adolescentes. A repercussão ampliou o alcance do episódio e levou o tema a diferentes esferas da sociedade.
Ao comentar o ocorrido, Flávio Bolsonaro afirmou que situações como a de Orelha causam indignação imediata e despertam forte comoção popular. Segundo o senador, casos que envolvem sofrimento de animais indefesos atingem diretamente a sensibilidade das pessoas, especialmente em um país onde cães e gatos fazem parte do cotidiano de milhões de famílias. Ele destacou ainda sua relação pessoal com cães e reforçou que, para muitos brasileiros, os animais de estimação são tratados como membros do lar, recebendo cuidados, atenção e afeto constantes.
Na avaliação do parlamentar, adolescentes envolvidos em episódios desse tipo têm plena consciência das consequências de seus atos. Para Flávio Bolsonaro, o caso reacende um debate recorrente na sociedade brasileira: como responsabilizar menores de idade em situações que geram ampla repercussão social. O senador também lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que tornou mais rigorosas as punições para crimes de maus-tratos contra animais, reforçando a importância de mecanismos legais que garantam proteção efetiva a seres que não podem se defender.
Conhecido carinhosamente como Orelha, o cão era considerado um verdadeiro símbolo da Praia Brava. Classificado como cão comunitário, ele convivia diariamente com moradores, comerciantes e turistas da região. Recebia alimento, água e cuidados básicos de diversas pessoas, que relatam uma convivência tranquila e harmoniosa entre os animais e a comunidade local. Para muitos frequentadores da praia, Orelha fazia parte da paisagem e representava um exemplo de cuidado coletivo e respeito aos animais em espaços públicos.
Após o episódio que resultou em ferimentos graves, Orelha ainda foi encontrado com vida por moradores da região. O socorro foi imediato, e o animal foi encaminhado para atendimento veterinário especializado. Profissionais e voluntários tentaram reverter o quadro, mas, apesar dos esforços, o cão não resistiu durante o tratamento, conforme informou a Polícia Civil. A notícia da morte gerou comoção e levou a uma série de manifestações nas redes sociais, com pedidos de justiça e reforço às políticas de proteção animal.
O laudo pericial elaborado pela Polícia Civil de Santa Catarina apontou que Orelha sofreu uma lesão contundente na cabeça, compatível com impactos provocados por objetos rígidos. As lesões foram consideradas graves e concentradas principalmente nessa região. As ocorrências teriam sido registradas no início de janeiro, e a morte do animal foi confirmada no dia 15 do mesmo mês. Desde então, a Polícia Civil de Florianópolis conduz a investigação para esclarecer todos os detalhes e identificar responsabilidades.
Durante coletiva de imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, explicou que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê medidas socioeducativas específicas para menores, sendo a internação aplicada apenas em situações excepcionais previstas em lei. Segundo ele, crimes contra animais não se enquadram nesses critérios. Até o momento, os adolescentes investigados não foram apreendidos, e suas identidades seguem preservadas, conforme determina o ECA. O caso do cão Orelha continua em apuração, e o portal Agora Floripa seguirá acompanhando os desdobramentos e novas informações sobre a investigação.





