BOMBA: olha só o que disse o ator Wagner Moura sobre Bolsonaro, chamou d… Ler mais

O ator brasileiro Wagner Moura voltou a ocupar o centro do debate cultural e político internacional após uma entrevista concedida ao programa Late Night with Seth Meyers, exibido nos Estados Unidos. Durante a conversa, o artista comentou a repercussão mundial do filme O Agente Secreto, produção que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro 2026, e aproveitou o espaço para fazer uma análise crítica sobre o período recente da história política do Brasil. As declarações chamaram atenção pela franqueza e pelo contexto em que foram feitas, alcançando rapidamente destaque em veículos de comunicação e nas redes sociais.
Ao relembrar os anos entre 2018 e 2022, Wagner Moura classificou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como “fascista”, usando o termo para contextualizar o ambiente vivido por artistas, jornalistas e intelectuais naquele período. Segundo ele, houve uma estratégia de enfraquecimento simbólico desses setores, com discursos que buscavam afastar a produção cultural do cotidiano da população. A fala foi apresentada como uma reflexão pessoal, baseada em sua vivência e na observação do cenário artístico nacional, sem perder o tom analítico que marcou a entrevista.
Moura afirmou que, historicamente, governos com inclinações autoritárias tendem a direcionar críticas constantes a universidades, à imprensa e à classe artística, criando uma narrativa de desconfiança. Para o ator, esse processo afetou diretamente a relação entre artistas e parte do público brasileiro, gerando ruídos que foram sendo construídos ao longo do tempo. Ainda assim, ele ressaltou que esse momento ficou para trás e que o setor cultural demonstrou capacidade de resistência e renovação, mantendo sua relevância mesmo diante de dificuldades.
O ator também destacou uma mudança perceptível no cenário atual, marcada por uma reaproximação entre o público e os profissionais da cultura. Como exemplo, citou o impacto do filme Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, que conquistou grande apoio popular no Brasil. Para Moura, o envolvimento dos brasileiros com a obra simboliza um novo momento, no qual artistas voltam a ser vistos como representantes legítimos da identidade e das histórias do país, fortalecendo laços que haviam sido fragilizados.
Durante a entrevista, Wagner Moura demonstrou entusiasmo ao falar sobre a reação positiva do público brasileiro e internacional às produções recentes. Ele descreveu como “lindo” o movimento de torcida em torno de filmes nacionais e ressaltou que esse reconhecimento vai além de prêmios, refletindo um sentimento coletivo de valorização da cultura. Segundo o ator, esse processo contribui para reconstruir a autoestima cultural do país e amplia o espaço do cinema brasileiro no cenário global.
No campo profissional, Moura vive um momento de expectativa. Indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama por sua atuação em O Agente Secreto, ele é considerado uma das apostas da temporada. Embora tenha ficado fora da premiação no Critics Choice Awards, onde o vencedor foi Timothée Chalamet, o ator lembrou que o corpo de votantes do Globo de Ouro passou por mudanças recentes, o que pode abrir novas possibilidades e tornar a disputa ainda mais equilibrada.
Encerrando a entrevista, Wagner Moura reforçou seu sentimento de alegria pelo Brasil e pela produção cultural nacional. Suas declarações, feitas em um programa de grande audiência internacional, ampliaram o alcance do debate sobre arte, política e representatividade. Mais do que uma análise do passado, o ator apontou para um futuro em que o cinema brasileiro segue ganhando espaço, dialogando com o mundo e reafirmando sua importância como expressão legítima da sociedade.





