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Parto de PAI GRÁVIDO deixa o mundo inteiro chocado, ele deu a luz a um BEBÊ lindo, e em seguida acabou t… Ver mais

Roberto sempre almejou a paternidade, enquanto Erika sonhava em ser mãe. Para muitos, construir uma família é um objetivo óbvio, mas para pessoas trans, como Erika Fernandes, uma mulher trans natural de Aracaju (SE), esse caminho muitas vezes parece distante. Erika, ao longo de sua jornada, enfrentou a descrença de que construir uma família não era para ela, ouviu conselhos bem-intencionados para evitar a transição de gênero e teve que superar estigmas.

Originária de uma família tradicional com cinco filhos, Erika foi criada em um ambiente machista, o que a levou a rejeitar aspectos femininos de si mesma desde jovem. Aos 14 anos, identificou-se como lésbica, mas ainda não se sentia completamente conectada com essa identidade. Foi somente aos 22 anos, casada com uma mulher, que descobriu a existência de homens trans, inspirada pelo exemplo do ator e modelo transgênero Tarso Brant.

A transição de gênero de Erika começou com a comunicação com outros rapazes trans, seguida pela descoberta de um hospital especializado em transexualidade. A jornada incluiu a tomada de hormônios, acompanhamento psicológico, psiquiátrico e endócrino. Após três anos, realizou a mastectomia, um marco significativo em sua busca pela identidade desejada.

Em 2019, Erika conheceu Roberto, também um homem trans, que inicialmente resistiu à ideia de gerar um filho. No entanto, ao longo do relacionamento, desconstruiu a ideia de que ter um filho era exclusividade das mulheres.

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Antes de decidirem iniciar a família, passaram por um período de namoro, durante o qual Roberto explorou sua sexualidade e aceitou seu corpo trans.

O casal enfrentou desafios quando parou de tomar hormônios para possibilitar a gravidez, causando efeitos colaterais emocionais e físicos. A gestação trouxe reflexões espirituais para Roberto, que buscou compreender a dualidade entre o masculino e o feminino em si mesmo. A chegada de Noah, nascido em parto normal em 10 de maio, representou não apenas a realização do sonho do casal, mas também uma experiência transformadora.

Roberto planeja retomar a rotina após 40 dias do parto, incluindo o retorno à academia e a retomada da terapia hormonal. Ele expressa felicidade e aceitação, ressaltando seu desejo de que Noah seja livre para ser quem ele é. Este relato destaca a jornada de um casal trans na construção de uma família, repleta de desafios, descobertas e, acima de tudo, amor.

(N.R.: Noah nasceu dia 10 de maio, de parto normal. É um bebê lindo, saudável, com pai e mãe encantados)