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Juiz autoriza que médicos desliguem aparelhos que mantêm bebê vivo: ‘Cheguei à conclusão’

Segundo informações veiculadas pela BBC, médicos do Queen’s Medical Center, localizado em Nottingham, onde a pequena Indi se encontra atualmente hospitalizada, afirmaram que não podem oferecer mais assistência. A menina sofre de uma doença mitocondrial, que compromete a produção de energia nas células do corpo.

Profissionais do Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido afirmam que essa enfermidade é intratável. E a pequena enfrenta outros problemas médicos, incluindo um defeito no coração e passou por intervenções cirúrgicas no intestino e no crânio logo após seu nascimento, ocorrido em fevereiro. Especialistas têm constatado que seu estado de saúde está em declínio, e infelizmente, não existe um tratamento.

Pais apelam, mas juiz nega pedido

No tribunal de apelação, Dean e Claire alegaram que a investigação conduzida pelo juiz não tinha sido suficientemente abrangente. Eles também argumentaram que o julgamento tinha sido marcado por irregularidades procedimentais e que o juiz não lhes concedeu uma oportunidade adequada para apresentarem evidências médicas especializadas. A determinação do tribunal, no entanto, concluiu que os pais não tinham uma base sólida para um recurso e que as perspectivas de sucesso eram nulas.

Em sua decisão por escrito, emitida no início deste mês a favor do hospital e seu fundo governamental, o juiz expressou: “Com o coração pesado, cheguei à conclusão de que os encargos do tratamento invasivo [de Indi] superam os benefícios.” 

Em um comunicado, o pai de Indi, Dean, compartilhou que a jornada pelo sistema judiciário tem sido avassaladora e que nenhum pai deveria enfrentar uma situação semelhante. “Claire e eu passamos o dia todo com Indi e ela melhorou significativamente nas últimas semanas. Indi está lutando para viver, o sistema desistiu dela, mas nós nos recusamos(…)” enfatizou.

Hospital deixará de fornecer atendimento à Indi

O grupo Christian Concern, que presta apoio à família Gregory, anunciou sua intenção de levar o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo. Após a audiência, o diretor médico do NHS Trust do Nottingham University Hospitals, Keith Girling, reconheceu o resultado da apelação e reiterou o compromisso de fornecer atendimento especializado e apropriado para a condição de Indi, bem como de apoiar sua família da melhor maneira possível. Ele salientou que casos como esse são extremamente difíceis para todas as partes envolvidas, e que a equipe clínica continuará a agir no melhor interesse de seus pacientes, fornecendo todo o apoio necessário às famílias.

Em uma instância anterior, a advogada Emma Sutton, líder da equipe jurídica do NHS Trust do Nottingham University Hospitals, comunicou ao juiz no Tribunal Superior que Indi estava gravemente enferma e sofria de um distúrbio neurometabólico excepcionalmente raro e devastador. Ela argumentou que o tratamento recebido pela criança causava dor e não produzia resultados eficazes.

Atualmente, não se sabe sobre os próximos passos a serem tomados nesta delicada situação envolvendo a pequena Indi.